15 de dezembro de 2010

Brasil está na vanguarda dos produtores mundiais de alimentos

O Brasil mantém-se à frente no seleto grupo dos maiores produtores mundiais de alimentos. E pode avançar ainda mais, ampliando sua participação no mercado. Essa é a avaliação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wagner Rossi, ao fazer um balanço dos oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele considera que é possível ao país atingir um novo status, levando-se em consideração os índices de desenvolvimento, terras agricultáveis e adoção de tecnologia agrícola desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Não há dúvida de que a agricultura brasileira tem condições de continuar competitiva e na vanguarda, principalmente em função das pesquisas genéticas, da produção racional e equilibrada, com foco na preservação do meio ambiente”, aponta Wagner Rossi.

O governo estima que, na safra agrícola 2010/2011, a colheita de grãos pode chegar a 149,1 milhões de toneladas, caso as condições climáticas se mantenham favoráveis. Wagner Rossi destaca que tais fatores levaram o Brasil ao desenvolvimento acelerado de sua produção agrícola e a uma situação praticamente única no mundo: a autossuficiência em todos os produtos da cesta básica, com exceção do trigo. “Mesmo assim, a produção tritícola nacional é suficiente para atender metade do consumo interno”, ressalta.

Segundo Rossi, além de produzir a maioria dos alimentos que consome, o Brasil ainda é o maior exportador mundial do complexo soja (grão, farelo e óleo), carnes, açúcar e produtos florestais. No ranking mundial, o país ocupa a liderança na produção de açúcar, café em grãos e suco de laranja, e a segunda posição em soja em grãos, carne bovina, tabaco e etanol.

Força econômica

O agronegócio, que inclui toda a cadeia produtiva, desde o campo até o consumidor, é um dos motores da economia brasileira, responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e um terço dos empregos. Em 2009, a produção agropecuária representou 42% das exportações, com US$ 64,7 bilhões dos US$ 152,2 bilhões exportados pelo Brasil. Entre janeiro e novembro de 2010, as vendas a países renderam US$ 70,3 bilhões na balança comercial. “Nossa expectativa é que o superávit supere os US$ 60 bilhões”, destaca Wagner Rossi.

Ele considera animador e positivo o balanço da agricultura brasileira nos últimos oito anos. Em 2003, o Brasil colheu 123,2 milhões de toneladas de grãos. Neste ano, 149 milhões de toneladas, um incremento de 21% na produção. “O melhor é que esse resultado vem do aumento de produtividade”, explica, citando que a área plantada teve variação de 17% no período.

Segundo os dados do Ministério da Agricultura, em 2003, a lavoura ocupava área de 40 milhões de hectares. Em 2010, representa 47 milhões de hectares. Na previsão da próxima safra agrícola, essa área praticamente se mantém, apesar do aumento previsto da produção. Isso significa que o Brasil produz mais alimentos numa área que se mantém constante – ou seja, o crescimento das safras se deve ao aumento da produtividade.

O ministro Wagner Rossi destaca que a política agrícola do governo Lula, a partir de 2009, adotou medidas específicas para estimular a classe média rural, as cooperativas e a agricultura sustentável. “O governo intensificou as medidas que buscam aprimoramento e expansão do apoio à preservação do meio ambiente, com a criação de linhas de crédito e novos programas de incentivo à adoção de práticas conservacionistas, incluindo a recuperação de áreas degradadas e a redução da emissão de gases que provocam efeito estufa”, afirma.

Ele cita como exemplos, os programas Agricultura de Baixo Carbono (ABC), de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa). “Com esses programas, o governo federal dá uma efetiva demonstração de comprometimento com a sustentabilidade ambiental do agronegócio”, avalia o secretário de Política Agrícola.
 
Fonte: MAPA

Algodão e café atingem maiores patamares nominais registrados pelo Cepea

Os preços do algodão e do café arábica atingiram, no início desta semana, os maiores patamares nominais já registrados pelo Cepea. Para a arroba do boi e açúcar, os recordes foram verificados coincidentemente em 11 de novembro – no caso do boi, o Indicador foi o maior da série deflacionada. A motivação para todas essas altas é a demanda superando a oferta.

O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão com pagamento em 8 dias foi de R$ 2,8940/lp nessa segunda-feira, nova máxima nominal da série do Cepea iniciada em agosto de 1996. Em termos reais (IGP-DI), as cotações atuais são as maiores desde abril de 2004 – naquele mês, a média deflacionada chega a R$ 3,148/lp.

Quanto ao arábica, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, alcançou R$ 380,73/saca de 60 kg em 13 de dezembro. Os dados para esta variedade começaram a ser divulgados pelo Cepea em setembro de 1996.

O Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (São Paulo, à vista – CDI e para descontar os 2,3% do Funrural) alcançou R$ 117,18 em 11 de novembro – a série começou em julho de 1997. O Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo), a retirar na usina, chegou a R$ 76,14/saca de 50 kg no mesmo dia. A divulgação iniciou em maio de 1997.
 
Fonte: Cepea

3 de dezembro de 2010

Bunge vai reativar processamento de soja em Ponta Grossa


A Bunge assinou protocolo de intenções para reativação da unidade de processamento de soja de Ponta Grossa (PR). Agora, a unidade entra em fase de manutenção. A previsão é que em fevereiro, todas as áreas estejam em funcionamento, gerando aproximadamente 80 empregos diretos. No total, a Bunge gera 1.000 empregos diretos no Paraná.
As atividades foram paralisadas em outubro de 2009 por causa da crise, que atingiu o setor de agronegócio. Segundo a empresa, a reativação da planta é resultado do compromisso do governo do Paraná em conceder novos incentivos.
A Bunge está presente em Ponta Grossa há quase 40 anos, onde mantém um transbordo, uma unidade de Fertilizantes e um Moinho de Trigo.
A Bunge Brasil, que atua no setor de agronegócio, alimentos e bioenergia, teve um faturamento consolidado no ano passado de R$ 27,4 bilhões. Na área do agronegócio, conta com oito plantas para processamento de soja no Brasil.
É a maior processadora de soja das Américas e líder mundial em processamento de oleaginosas. No Brasil, é líder na comercialização de grãos, maior exportadora do agronegócio e 3a maior no ranking geral do país.

Fonte: Canal Executivo

2 de dezembro de 2010

Algodão dobra de área e volta a ser ouro branco

A recuperação dos preços da fibra no mercado internacional está levando agricultores a uma retomada no plantio do algodão. A área plantada deverá ficar entre 1,08 milhão de hectares, 29,3% a mais que na safra passada, e 1,14 milhão, 36,9% a mais, conforme a CONAB. A produção deverá oscilar entre 2,56 milhões (aumento de 39,1%) e 2,72 milhões (mais 47,5%) de toneladas de algodão em caroço. A retomada ocorre num momento de cenário favorável para o produtor, segundo os principais indicadores: os estoques internacionais estão baixos, por causa da frustração de safras anteriores, e a demanda se mantém aquecida.

O maior porcentual de acréscimo de área é em São Paulo, onde a área cultivada saltou de 9.200 hectares para 20 mil, ou 115,5% a mais. Conforme o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a elevação ocorreu principalmente nas regiões de Itapeva e Avaré, no sudoeste paulista, que juntas, detêm 86% da produção estadual.


Na área de Avaré, o plantio atingiu 14.500 hectares, ante 6.300 da safra anterior. Em Itapeva, foi de 700 para 2.500 hectares. As grandes extensões cultivadas estão na zona de influência da Cooperativa Agro Industrial Holambra, entre Paranapanema, Itapeva e Itaí. Só os cooperados ampliaram de 4 mil para 12 mil hectares a área.


Conforme o gerente agrícola Renato Yassuda, houve a reocupação de antigas áreas de cultivo que, por causa dos preços baixos nas últimas safras, haviam sido destinadas a outras lavouras. Os administradores da cooperativa têm motivo para comemorar a volta por cima do algodão. Nos últimos anos, a moderna unidade de beneficiamento instalada em Holambra, com capacidade para produzir 6 toneladas de pluma/hora, operava com capacidade ociosa.


Tradição. O produtor Jacobus Derks acompanha o crescimento do algodão nos 480 hectares plantados nas Fazendas Amarela Velha e Santa Fé, entre Itapeva e Paranapanema. Produtor tradicional, ele nunca deixou de cultivar a fibra, mesmo quando o preço estava baixo. Nesta safra, a área é o dobro da que foi colhida no ano passado. "O algodão é uma cultura cara e não dá para trabalhar sem planejamento", diz. Produtor de outros grãos, como feijão, soja, trigo e milho, ele toca as lavouras com os dois filhos agrônomos, Tomas, de 26 anos, e Tiago, de 28. Derks conta que o algodão se encaixa muito bem no sistema de rotação de lavouras. "Nesta área colhemos cevada, na outra, milho para semente."


Como o ciclo da planta é longo, de sete meses, o custo de produção passa dos R$ 5 mil por hectare. Ele espera colher 300 arrobas de algodão em caroço, ou 120 de pluma beneficiada, por hectare. Mais da metade da produção teve a venda antecipada à média de R$ 70 a arroba. Na safra passada, ele vendeu a R$ 45. "Vamos ter dois ou três anos bons para o algodão."


O agrônomo Vandir Daniel da Silva diz que o algodão exige alta fertilidade. "Geralmente o produtor planta milho e soja por quatro ou cinco anos e só depois entra com o algodão na mesma área." Na região de Paranapanema, a cultura é de padrão internacional: além dos tratos culturais avançados, os produtores usam máquinas sofisticadas do plantio à colheita. A qualidade das fibras está entre as melhores do país. "É produto de exportação, com a vantagem de entrar no mercado entre maio e junho, um mês antes do que as outras regiões."

Fonte: Portal do Agronegócio

22 de novembro de 2010

Evento do Agronegócio no Centro de Estação Experimental do Canguiri, Fazenda da UFPR


Com o proposito de fomentar discussões sobre agricultura sustentável, a III Feira de Fornecedores de Produtos, Equipamentos, Tecnologias e Serviços para o Agronegócio – Agronegócio Brasil (AnB 2010) – promovida pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná  em parceria com a Universidade Federal do Paraná – ocorre dias 24 a 26 de novembro, na Fazenda CAnguiri, região metropolitana de Curitiba..

Eventos simultâneos – A AnB contará  com Eventos simultaneos: II Simpósio Internacional de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em Microbacas Hidrográficas: Pisa; III Simpósio Nacional sobre o Agronegócio e Segurança Alimentar; III Seminário Estadual de Agricultura e Meio Ambiente; Encontro Paranaense de Agronomia – O que os Engenheiros Agrônomos desejam e Propõem para a Agricultura Paranaense do Século XXI..

Fonte: Revista Geração Sustentável - Adaptado por PECCA

A visitação será gratuita. Para os eventos paralelos é necessária a inscrição prévia. Informações na AEAPR – Curitiba: www.aeapr-curitiba.com.br , (41) 3354-4745, aeapr@aeaprcuritba.com.br

16 de novembro de 2010

La Niña preocupa avicultores do PR


Possibilidade de seca provocada pelo fenômeno coloca em alerta os avicultores do norte do Paraná
O fenômeno climático La Niña tem preocupado os criadores de aves. A longa estiagem pode provocar a morte dos animais e é preciso gastar mais com energia elétrica para manter o conforto térmico nos aviários. O clima é acompanhado de perto também pelas empresas integradoras, que fornecem os pintainhos aos produtores.

Com o clima geralmente quente em Cambé, no norte do Paraná, o criador de aves Antonio Luis Fernandes troca a água dos animais várias vezes ao dia. Agora, com o risco de períodos longos de seca que podem ser provocados pelo La Niña, ele vai pintar de branco o teto do aviário, na tentativa de ajudar a refletir o calor. O produtor já prevê mais custo para manter os ventiladores e os nebulizadores.

"Acredito que vou gastar em torno de 50% a mais com energia elétrica", afirma o avicultor.

O criador também acredita que em alguns períodos terá de deixar os equipamentos funcionando 24 horas. A temperatura no interior do aviário não pode passar de 24ºC e a umidade do ar tem que ficar em 45%. O conforto térmico das aves evita a morte além do previsto e, consequentemente, prejuízo na produção.

Se o calor no aviário não for controlado, a energia que seria utilizada pela ave para ganhar peso, passa automaticamente a ser consumida pelo organismo para equilibrar a temperatura do corpo. Com isso, a ave não engorda, deixa de ganhar peso e o produtor deixa de receber o valor ideal pela conversão alimentar.

Conversão alimentar é o cálculo de quanto a ave come e quanto ganha em peso por dia. Se ela atingir o peso ideal para abate em até 45 dias, melhor para o produtor. Do contrário, se queimar energia e ainda morrer, é custo perdido com ração e renda a menos. Uma conta que preocupa não só o criador, mas também a empresa integradora.

"Seria normal a morte de uma ave a cada mil frangos. Considerando um aviário com 20 mil aves, seriam 20 frangos morrendo por dia. Em um stress calórico, poderia-se chegar a 100 aves morrendo por dia, ou até mais. Isso representa uma perda de cerca de 1,8 mil a 1,9 mil quilos de carne. O custo para produzir esse frango é de mais ou menos R$ 3 mil. Seriam R$ 3 mil perdidos, jogados fora", alerta Dionísio Sperandio Neto, veterinário de uma empresa integradora.

Fonte: Portal do Agronegócio - Canal Rural

12 de novembro de 2010

Encontro presencial propicia aos alunos conhecerem atividades da SANEPAR e UFPR referentes a aproveitamento de resíduos e recuperação de áreas degradadas.


O 2º Encontro Presencial da turma 2010 do  Curso de Pós-graduação em Economia e Meio Ambiente da UFPR proporcionou visita técnica a campo aos alunos participantes.

Elas aconteceram nas dependências da  SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paraná e  da estação experimental do Canguiri - da UFPR e foram orientadas  pelo professor do curso Charles Cordeiro, técnico da SANEPAR, consultor da área e professor do curso.

Na parte da manhã foi visitada a Estação de Tratamento de Esgotos Padilha Sul  e os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as pesquisas realizadas pela SANEPAR para reaproveitamento de lodo e captura de biogás para geração de energia.

No período da tarde, as visitas ocorreram nos reservatórios da SANEPAR, em  Piraquara, aonde os alunos foram conheceram projetos de recuperação de áreas degradadas. As visitas técnicas foram finalizadas na Estação Experimental Canguiri, da UFPR, onde tiveram a oportunidade de ter contato com as áreas de reflorestamento da instituição.

10 de novembro de 2010

Produtividade menor deve reduzir safra de grãos em 2011, diz IBGE


O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira que a safra de 2011 de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ficar abaixo da de 2010, apesar da previsão de aumento na área colhida. Uma das explicações, segundo o instituto, é a perda de produtividade esperada em decorrência do fenômeno La Niña, que deixa o tempo mais seco no centro e no sul do país.  
De acordo com o IBGE, a produção total de grãos deve somar 144,5 milhões de toneladas em 2011. O número é 2,8% inferior à safra esperada para 2010, que sofreu uma pequena revisão entre setembro e outubro, passando de 148,9 milhões para 148,8 milhões de toneladas --volume que, se confirmado, superará em 1,9% os 146 milhões de toneladas colhidos em 2008, ano de safra recorde no país. Em relação a 2009, a alta chega a 11%.  
Já a área colhida deve passar de 46,6 milhões de hectares em 2010 para 47,4 milhões de hectares em 2011, o que representa um acréscimo de 1,7%.
"O rendimento em 2010 foi muito bom por causa das condições climáticas favoráveis", diz o gerente da Coordenaçãode Agropecuária do IBGE, Mauro Andreazzi, destacando que a safra de 148,8 milhões de toneladas apontada pelo último levantamento agrícola supera em 6,8% o primeiro prognóstico para o ano, realizado ainda em 2009, que previa produção de 139,3 milhões de toneladas.
Segundo ele, é possível que o prognótico para 2011 também seja superado, mas isso vai depender da força do La Niña. O fenômeno climático, causado pelo resfriamento das águas do Pacífico, já levou à redução das chuvas em alguns estados do sul e do centro do país.
"O tempo seco na época do plantio prejudica o desenvolvimento da planta e afeta a produção", diz Andreazzi, para quem as culturas de soja e milho devem ser as mais prejudicadas.
"Mas, se a natureza contribuir e o fenômeno não for tão severo, é possível que tenhamos nova safra recorde, já que a área plantada é maior", diz.

Fonte: Folha de S. Paulo

4 de novembro de 2010

Sociedade Rural Brasileira cobra prioridade para o agronegócio no próximo governo


O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, acredita que o governo Lula está em dívida com o agronegócio e espera que Dilma Rousseff melhore o relacionamento com o setor.
Em entrevista ao Canal Rural, Ramalho disse que aposta na mobilização da bancada ruralista no Congresso Nacional, mas principalmente na motivação da sociedade para chamar a atenção da nova presidente sobre os problemas do agronegócio. "A sociedade tem que proteger o campo brasileiro. Porque o campo é o maior negócio da economia, maior gerador de empregos, maior gerador de divisas que nós temos. E isto cabe ao presidente da república defender. E o presidente Lula deixou de fazer isso", observou.
"O parlamento é um pedaço da solução. Nós temos que motivar a sociedade, pois o governo trabalha por pressões, por lobby. Não adianta termos 50 ou 100 deputados nossos, é preciso ter uma aprovação da sociedade como um todo."
Para a Thomson Reuters, o presidente da Rural apontou a necessidade de investimentos em infraestrutura para melhorar as condições de transporte do interior do país até os portos.
"Praticamente não houve avanços, como o agro cresceu, o meio ambiente é o mesmo... a questão da infraestrutura de transporte é a mesma.... Pelo contrário, o problema é maior, acho que infelizmente o problema aumentou", afirmou Ramalho, ao comentar os anos do governo Lula, lembrando do sério problema de congestionamento de navios para açúcar nos portos brasileiros em 2010.
"Penso que a presidente tem que fazer algo que o Lula não fez: fazer com que a agricultura tenha um papel político semelhante ao papel econômico que ela tem. Se o governo não valorizar politicamente a agricultura do país, vamos continuar com esses problemas a vida inteira", acrescentou ele, reivindicando ainda da nova governante uma taxa de câmbio mais favorável às exportações, expansão do seguro agrícola e a superação das barreiras ambientais.
FONTE: SRB

29 de outubro de 2010

Carne sente impacto do câmbio

O câmbio desfavorável tem motivado, mensalmente, queda nas exportações, principalmente nas de carnes e seus derivados. Em setembro, o volume de carne bovina exportada pelo Brasil teve queda de 19,8%, com impacto negativo também no faturamento dessas exportações, de -18,2%. Todo mercado tem sofrido os prejuízos do câmbio desfavorável, com reflexo inclusive nas exportações de carne de frango, que tiveram redução de 1,1%, com queda de 1,2% na receita.
O impacto negativo não está apenas na queda nas exportações e no faturamento das empresas atingidas. Os problemas do câmbio desfavorável já entrarão na pauta permanente do setor, cujas companhias precisam constantemente rever seus indicadores e gestão, para manterem-se competitivas, produzindo cada vez mais e garantindo os empregos de todos os colaboradores e a sustentabilidade do negócio. E tudo isso seguindo as regras cada vez mais exigentes do mercado.
O prejuízo no Brasil chega ainda ao Governo, que perde arrecadação com a queda nas exportações. O consumidor também não ficou de fora, neste novo cenário. Para o ex-ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, mesmo com o câmbio desfavorável às exportações, os preços da carne estão mudando de patamar e sofrerão aumento. A chegada de novos compradores, principalmente de países emergentes, contribui para a elevação do preço da carne. Além disso, a seca deste ano é mais grave e a oferta aos frigoríficos está bem menor.
Fonte: BeefWorld, adapatado site LapBov - UFPR