25 de maio de 2011

Comissão Europeia divulga novo relatório sobre aspectos socioeconômicos dos transgênicos

Baseado em dados obtidos por meio de estudos, pesquisas de opinião pública e testes de campo, o documento divulgado pela Comissão Europeia (CE), em abril deste ano, questiona a limitação e a falta de clareza das análises sobre as tecnologias transgênicas na Europa. A publicação revela que as informações existentes na Europa são frequentemente baseadas em ideias preconcebidas sobre o tema.

O relatório foi fundamentado em dados fornecidos pelos países-membros da União Europeia, em literatura científica internacional e nos resultados de pesquisas financiadas pelo European Framework Programme for Research.

De acordo com o comissário responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor, John Dalli, com a publicação deste relatório, a CE atende a uma solicitação do Conselho do Meio Ambiente. “Cabe agora aos países-membros, à Comissão, ao Parlamento Europeu e a todos os interessados ponderar sobre as conclusões do relatório e lançar um debate objetivo sobre os fatores socioeconômicos dos OGM na União Europeia”, afirmou Dalli.

Uma das conclusões do estudo é a de que, uma vez que a UE representa apenas uma pequena parte da superfície dedicada ao cultivo de OGM no mundo, obviamente a experiência da Europa nesta matéria é limitada. “Não é, portanto, surpreendente que a massa de informação estatística relevante sobre as repercussões socioeconômicas do cultivo de OGM seja restrita”, ressalta o relatório.

Benefícios dos OGMs

Análises dos dados dos países-membros produtores de OGMs apontam para um cenário positivo ao investigar os impactos dos transgênicos para produtores e para a cadeia produtiva, em particular ao avaliar as culturas tolerantes a herbicidas e resistentes a pragas. Entre as principais conclusões, está a confirmação de que agricultores que optaram por variedades transgênicas têm maior produtividade, especialmente quando a infestação de plantas daninhas ou de pragas é mais acentuada.

Esse é o segundo documento sobre o tema divulgado pela instituição em menos de 6 meses. Em dezembro de 2010, a publicação Uma Década de Pesquisas com OGMs Financiadas pela União Europeia (2001-2010) concluiu que os transgênicos são tão seguros quanto suas variedades convencionais para a saúde e o meio ambiente.

Sobre o CIB - O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), criado no Brasil em 2001, é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, cujo objetivo é divulgar informações técnico-científicas sobre biossegurança, biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Na Internet, você pode nos conhecer melhor por meio do site www.cib.org.br.

O Conselho desenvolve suas atividades com o suporte de profissionais ligados aos principais centros de pesquisa, universidades e institutos de cunho científico do País. O grupo hoje é composto por mais de 70 profissionais que atuam em campos distintos do conhecimento científico. Desta forma, o CIB se consolidou como fonte para jornalistas, pesquisadores, consumidores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia e biossegurança.

18 de maio de 2011

Usinas de cana são insuficientes, diz Unica

Eduardo Schiavoni

Ribeirão Preto - O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, afirmou que o País precisa de novas usinas de forma urgente para garantir a oferta de etanol até 2020. Segundo o presidente, as unidades existentes irão investir em mais produtividade, mas não será suficiente para garantir o abastecimento. "No curto prazo, o setor consegue ampliar a capacidade de processamento, hoje em 640 milhões de toneladas de cana, para até 960 milhões de toneladas de cana até 2020", disse Jank. No entanto, na avaliação do setor, o crescimento até o final da década, de 320 milhões de toneladas de cana, seria menor que as 400 milhões de toneladas necessárias para suprir a demanda.

As declarações foram feitas em um seminário organizado pelo Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro (Ceise Br) ocorrido na última quinta-feira em Sertãozinho, 

Ainda de acordo com Jank, há problemas em atrair novos empreendimentos porque as margens de lucro estão desaparecendo. "Como fazer essa ampliação a um custo de US$ 140 ou R$ 250 por tonelada de cana e com as margens desaparecendo?", indagou.

"É só ir ao BNDES pedir financiamento e perguntar se é viável produção de greenfields [novos projetos] com esse custo e ele [o banco] vai dar resposta que não", completou.

Para Adézio Marques, presidente do Ceise Br e organizador do evento, essa questão é um dos maiores desafios para o setor sucroalcooleiro nos próximos anos. "Temos imensos desafios pela frente. Um dos maiores é dobrar a atual produção de cana até 2020. Já mostramos competência quando a partir de 2003 e até o final do ano passado dobramos o nível de produção máximo alcançados nos últimos 500 anos. Mas certamente o maior desafio que temos é o de formar estes novos profissionais que estão atentos às mudanças e focados em buscar informação para transformá-la em conhecimento."

Para evitar a crise de oferta e de alta de preços, como a que ocorreu entre março e abril deste ano, Jank disse que o setor negocia com o governo medidas no "curtíssimo prazo", para garantir o abastecimento na próxima entressafra, nos primeiros meses de 2012. Segundo ele, estão em pauta um programa de financiamento para usinas estocarem etanol, no início da safra de cana, e a contratação de um volume de álcool anidro suficiente para o aumento da demanda da gasolina, à qual é misturado em até 25%.

"Existe programa de estoques de etanol em andamento que não funciona, porque os recursos saem tarde e é preciso pensar uma maneira para que isso ocorra no começo da safra e garanta volumes necessários para atravessar entressafra", disse Jank. "O segundo ponto é ampliar sistema de contratação de etanol [pelas distribuidoras] e garantir que para cada litro de gasolina haja o correspondente de 0,25 litro do anidro", completou o presidente da Unica. As negociações já começaram e que hoje esteve no Rio de Janeiro para conversas com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP) sobre o assunto. O executivo cobrou o envolvimento de outros elos da cadeia produtiva, principalmente as distribuidoras, na contratação de etanol anidro suficiente para a mistura à gasolina. "É preciso que as distribuidoras se responsabilizem pela contratação conjugada de anidro à gasolina para terminarmos a safra com garantia de que não haverá falta de anidro na entressafra."

O economista Antonio Vicente Golfeto, ligado à Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto e que pesquisa há mais de duas décadas o setor sucroalcooleiro aponta a iniciativa como extremamente válida, mas acredita que esse momento é fundamental para o setor, que deve garantir o abastecimento mesmo se precisar assumir algum prejuízo temporário. "Não podemos deixar que aconteça o que aconteceu no fim da década de 1980 e começo de 1990, com o Proálcool. Garantir o preço competitivo é fundamental para que o setor não perca credibilidade, e imagino que essa é a intenção de toda a cadeira do etanol", comenta.

Comprometimento

O executivo cobrou o envolvimento de outros elos da cadeia produtiva. "É preciso que as distribuidoras se responsabilizem pela contratação conjugada de anidro à gasolina para terminarmos a safra com garantia de que não haverá falta na entressafra", ressaltou o presidente da Unica.

Ele criticou ainda a decisão da BR Distribuidora, empresa da Petrobras, em tornar público o anúncio de redução de até 13% no preço do etanol hidratado nas bombas. "Não era necessário o anúncio, porque os preços já caíram nas usinas", disse. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) apontam uma queda acumulada de 33% no preço médio do etanol comercializado entre usinas e distribuidoras em São Paulo em pouco mais de 20 dias, com o início da safra.

11 de maio de 2011

Em abril, IBGE prevê safra de grãos 6,0% maior que safra recorde de 2010

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas indica produção da ordem de 158,7 milhões de toneladas, superior em 6,0% à safra recorde obtida em 2010 (149,7 milhões de toneladas). É o que indica a quarta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011.
A área a ser colhida em 2011, de 48,6 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 4,3%, frente à área colhida em 2010. As três principais culturas, que somadas representam 90,8% do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas: o arroz, o milho e a soja, respondem por 82,5% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, variações de 2,1%, 4,1% e 2,8%, respectivamente. Quanto à produção os acréscimos são, nessa ordem, de 18,4%, 3,0% e 6,3%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa.
Entre as Grandes Regiões, esse volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: Região Sul, 66,0 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 57,0 milhões de toneladas; Sudeste, 16,4 milhões de toneladas; Nordeste, 15,0 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas. Comparativamente ao ano anterior, são constatados incrementos nas Regiões Norte (7,4%), Nordeste (26,5%), Centro-Oeste (8,5%), Sul (2,8%), e decréscimo na Sudeste (-3,8%). O Paraná, nessa avaliação para 2011, mantém a liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 20,6%, seguido pelo Mato Grosso com 19,9% e Rio Grande do Sul com 17,0%.
Estimativa de abril em relação à produção obtida em 2010
Dentre os vinte e cinco produtos selecionados, quinze apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (69,5%), amendoim em casca 1ª safra (7,8%), arroz em casca (18,4%), batata-inglesa 1ª safra (13,3%), batata-inglesa 2ª safra (13,4%), cacau em amêndoa (4,4%), cevada em grão (2,6%), feijão em grão 1ª safra (27,2%), feijão em grão 2ª safra (5,1%), mamona em baga (51,2%), mandioca (9,2%), milho em grão 2ª safra (7,6%), soja em grão (6,3%), sorgo em grão (13,4%) e triticale em grão (26,2%). Com variação negativa: amendoim em casca 2ª safra (7,8%), aveia em grão (12,7%), batata-inglesa 3ª safra (10,2%), café em grão (11,0%), cana-de-açúcar (7,5%), cebola (8,8%), feijão em grão 3ª safra (7,2%), laranja (2,2%), milho em grão 1ª safra (0,2%) e trigo em grão (16,6%).
A colheita das principais culturas temporárias de verão, com ênfase para a soja, milho e o arroz, encaminha-se para o final. Nos próximos levantamentos, prosseguirá o acompanhamento do restante da colheita da safra de verão e do desenvolvimento das segunda e terceira safras de alguns produtos, além das culturas de inverno que, devido ao calendário agrícola apresentam grande parte de suas estimativas ainda baseadas em projeções.
Destaques na estimativa de abril em relação a março
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa de produção é de 5,0 milhões de toneladas, maior 3,6% que a registrada em março. O aumento é consequência da ampliação da área plantada, que teve um incremento de 4,1%, totalizando 1,3 milhão de hectares. O Mato Grosso, maior produtor, com participação de 53,1% na produção nacional, foi o principal responsável pelo acréscimo. Os bons preços praticados no mercado estimularam o plantio do produto. A área prevista para a safra mato-grossense de 700.422 hectares supera em 7,4% a informada anteriormente, o mesmo ocorrendo com a produção esperada de 2.640.156 toneladas, que aumentou 6,6%.
ARROZ (em casca) – A produção esperada de 13,4 milhões de toneladas e a área plantada de 2,8 milhões de hectares são maiores que o levantamento de março em 0,4% e 0,5%, respectivamente. Estes incrementos foram decorrentes, notadamente, das reavaliações nos dados do Mato Grosso. Nesse Estado houve incremento de 8,2% na área plantada, agora estimada em 203.641 hectares, tendo em vista que a cultura foi utilizada em áreas de renovação de pastagens. A produção esperada de 648.034 toneladas é 12,2% maior que a avaliação de março.
CAFÉ (em grão) – A estimativa de café para a safra nacional a ser colhida em 2011 totaliza 2.559.308 toneladas, com decréscimo de 1,5% em relação a março. As outras variáveis também apresentam decréscimos: área total com a cultura no País (-0,6%), área destinada à colheita (-0,1%) e rendimento médio (-1,3%). Minas Gerais, o maior produtor brasileiro de café, estima neste mês decréscimo de 0,8% na produção esperada para 2011, que totaliza 1.328.716 toneladas, considerando as duas espécies em conjunto (arábica e canephora), o que representa 51,9% do total esperado para o País em 2011. O Espírito Santo e São Paulo, 2º e 3º maiores produtores de café, não realizaram estimativas em abril. A queda prevista na produção nacional, em relação à safra colhida em 2010, é consequência, principalmente, da particularidade que apresenta o café arábica, espécie predominante no País, que alterna anos de altas e baixas produtividades.
FEIJÃO (em grão) – A produção nacional de feijão, considerando as três safras do produto, está avaliada em 3.693.909 toneladas, 0,3% superior que a observada no mês anterior. Frente aos dados de março as variações da produção dessas safras foram, respectivamente, -0,2%, 0,4% e 2,6%. A redução na produção do feijão 1ª safra, neste levantamento de abril, teve origem, notadamente, no Nordeste do País, onde as condições climáticas desfavoráveis provocaram reduções nas estimativas de produção do Piauí (9,7%) e Pernambuco (5,0%). A segunda safra do produto apresenta pequeno acréscimo na produção devido, principalmente, às reavaliações nos dados de alguns estados produtores da região Nordeste, destacando-se, entretanto, que na maioria deles se trate de dados de intenção de plantio. Para o feijão terceira safra, a variação positiva na produção foi decorrente da inclusão, neste levantamento, da primeira avaliação em Minas Gerais. Ressalta-se que o dado anterior desse Estado se tratava apenas de uma projeção, sendo que sua produção registra, comparativamente a março, incremento de 8,1%. Vale destacar que em Mato Grosso houve um decréscimo de 8,5% na produção, uma vez que áreas irrigadas, anteriormente ocupadas com a cultura, foram cedidas ao algodão, que apresenta melhores cotações.
MILHO (em grão) – A produção nacional do milho em grão em 2011, para ambas as safras, totaliza 57,7 milhões de toneladas, variação positiva de 2,6% sobre o mês de março. Aguarda-se para o milho 1ª safra uma produção de 33,1 milhões de toneladas, apontando um acréscimo de 0,8% frente à estimativa anterior. Todas as Grandes Regiões revisaram positivamente suas produções: Norte (0,6%), Nordeste (1,0%), Sudeste (0,2%), Sul (1,0%) e Centro-Oeste (1,9%). No Paraná, a colheita encaminha-se para a fase final, calculando-se que cerca de 90% da área ocupada com o cereal, avaliada em 756.037 ha, já se encontra colhida. A área sofreu um acréscimo de 2,1% e com a manutenção do quadro climático favorável para a cultura, o rendimento médio foi revisto para 7.749 kg/ha (acréscimo de 0,5%), gerando um ganho de produção de 2,5% em relação a março. Minas Gerais, com um incremento de 0,3% na produção, continua como maior produtor nacional com uma participação de 17,8% contra 17,7% do Paraná. Referente ao milho 2ª safra, a produção deverá atingir 24,7 milhões de toneladas, 5,1% superior à informação de março devido aos novos números dos principais centros produtores. No Mato Grosso, maior produtor de milho neste período de plantio, responsável por 32,6% da produção nacional, a área plantada de 1.842.614 hectares e a produção esperada de 8.056.247 toneladas são maiores em 3,3% e 6,4%, respectivamente. O aumento na área nesse estado, em relação à estimativa anterior, se deve ao fato de que muitos agricultores optaram por implementar grande parte das áreas fora da época recomendada, prevista até 25 de fevereiro. O Paraná, a seguir, com 29,7% de participação, apresenta uma área da ordem de 1.657.364 hectares, maior 2,0% que a informada no mês passado. A estimativa de produção, considerando um rendimento de 4.422 kg/ha, é da ordem de 7.328.872 toneladas, superior à informação anterior em 3,3%. No Mato Grosso do Sul, no momento ocupando a terceira posição (14,2% de participação), a área a ser colhida de 910.000 hectares aumentou 11,0% enquanto a produção esperada de 3.503.500 toneladas cresceu 15,5%. Estes ganhos se devem a constatação de novos plantios fora do zoneamento agrícola de risco climático, já que na época de plantio recomendado ocorreram problemas em vários municípios em face do excesso de chuvas.
SOJA (em grão) – A produção esperada de 72,8 milhões de toneladas é 1,7% maior que a informação de março, com reavaliação positiva da área em 0,7% e no rendimento médio em 1,0%. O Mato Grosso, maior produtor nacional, reajustou a área colhida em 1,9%, agora avaliada em 6.448.423 hectares. O atraso das chuvas impediu a semeadura precoce da soja, fazendo com que seu plantio fosse realizado em outubro/novembro, período mais recomendado. Esse atraso na semeadura favoreceu a expressão do potencial produtivo das variedades utilizadas. Além disso, com as condições climáticas excepcionais nos principais centros produtores do Estado, o rendimento médio de 3.195 kg/ha foi acrescido em 1,9%, proporcionando uma produção de 20.605.098 toneladas, 3,9% maior que as informações de março. No Paraná, segundo produtor nacional, com a colheita praticamente concluída, a área prevista de 4.585.088 hectares, confrontada à informada anteriormente, aumentou 1,9%. De uma maneira geral, ao longo do ciclo da cultura, o clima foi favorável, sendo a produção esperada de 15,2 milhões de toneladas superior em 3,3%, para um rendimento médio de 3.306 kg/ha contra os 3.260 kg/ha apontados em março.
CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Para as lavouras de inverno, cujos cultivos concentram-se, predominantemente, nos estados do sul do país, verificam-se acréscimos para a aveia (16,6%), cevada (17,4%), trigo (3,4%) e triticale (4,1%). Para o trigo, a produção esperada de 5,0 milhões de toneladas supera em 3,4% a informada em março. Destaca-se que essa avaliação é de caráter preliminar e deve ser analisada com cautela, tendo em vista que apenas Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul forneceram os primeiros dados. Por outro lado, a primeira avaliação da safra paranaense, maior produtor nacional, com uma participação de 56,7% na produção nacional do trigo, registra um aumento de produção de 6,9% considerando que as condições climáticas estejam dentro da normalidade, tendo em vista que a área destinada à cultura neste Estado apresenta retração de 9,7% na comparação com o mês anterior. Cerca de 30% da área prevista já se encontra plantada até o momento.
Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA).
Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.

Fonte: IBGE

4 de maio de 2011

Agronegócio vive situação favorável

18ª feira ocorre diante cenário mundial que valoriza toda a cadeia do agronegócio


Foto: F.L.Piton / A CidadeExpositores na AgrishowExpositores na Agrishow
A Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) chega à maioridade, ao completar 18 anos, em um ambiente favorável para o agronegócio brasileiro.
Impulsionado por uma safra de grãos robusta e por um mercado mundial ávido por alimentos, o agronegócio tem, na Agrishow, ferramentas e tecnologia para alavancar a produtividade.
Segundo José Danghesi, gerente-geral do evento, a Agrishow deste ano está 15% maior em relação à versão de 2010.
A área de exposição ocupa 185 mil metros quadrados, contra os 160 mil m² do ano passado, enquanto o número de expositores chega a 760 de 50 países, ante os 730 da versão anterior.
Dos novos expositores, 38 são empresas nacionais e 22 estrangeiras. A área global do evento é de 360 mil m².
"A ampliação atende justamente as boas perspectivas da cadeia do agronegócio", diz Danghesi. Segundo ele, uma mudança em favor dos expositores e dos esperados 160 mil visitantes (foram 142 mil em 2010) são os acessos. Desta vez, haverá duas entradas principais, para facilitar a circulação do público.
Conforme Cesário Ramalho, presidente do Conselho Consultivo da Agrishow, a meta é superar o R$ 1,15 bilhão negociado no evento de 2010.
"A agricultura vai bem, as commodities estão valorizadas, evidentemente podemos ter melhor resultado. [O faturamento] vai crescer", disse.