22 de novembro de 2010

Evento do Agronegócio no Centro de Estação Experimental do Canguiri, Fazenda da UFPR


Com o proposito de fomentar discussões sobre agricultura sustentável, a III Feira de Fornecedores de Produtos, Equipamentos, Tecnologias e Serviços para o Agronegócio – Agronegócio Brasil (AnB 2010) – promovida pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná  em parceria com a Universidade Federal do Paraná – ocorre dias 24 a 26 de novembro, na Fazenda CAnguiri, região metropolitana de Curitiba..

Eventos simultâneos – A AnB contará  com Eventos simultaneos: II Simpósio Internacional de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em Microbacas Hidrográficas: Pisa; III Simpósio Nacional sobre o Agronegócio e Segurança Alimentar; III Seminário Estadual de Agricultura e Meio Ambiente; Encontro Paranaense de Agronomia – O que os Engenheiros Agrônomos desejam e Propõem para a Agricultura Paranaense do Século XXI..

Fonte: Revista Geração Sustentável - Adaptado por PECCA

A visitação será gratuita. Para os eventos paralelos é necessária a inscrição prévia. Informações na AEAPR – Curitiba: www.aeapr-curitiba.com.br , (41) 3354-4745, aeapr@aeaprcuritba.com.br

16 de novembro de 2010

La Niña preocupa avicultores do PR


Possibilidade de seca provocada pelo fenômeno coloca em alerta os avicultores do norte do Paraná
O fenômeno climático La Niña tem preocupado os criadores de aves. A longa estiagem pode provocar a morte dos animais e é preciso gastar mais com energia elétrica para manter o conforto térmico nos aviários. O clima é acompanhado de perto também pelas empresas integradoras, que fornecem os pintainhos aos produtores.

Com o clima geralmente quente em Cambé, no norte do Paraná, o criador de aves Antonio Luis Fernandes troca a água dos animais várias vezes ao dia. Agora, com o risco de períodos longos de seca que podem ser provocados pelo La Niña, ele vai pintar de branco o teto do aviário, na tentativa de ajudar a refletir o calor. O produtor já prevê mais custo para manter os ventiladores e os nebulizadores.

"Acredito que vou gastar em torno de 50% a mais com energia elétrica", afirma o avicultor.

O criador também acredita que em alguns períodos terá de deixar os equipamentos funcionando 24 horas. A temperatura no interior do aviário não pode passar de 24ºC e a umidade do ar tem que ficar em 45%. O conforto térmico das aves evita a morte além do previsto e, consequentemente, prejuízo na produção.

Se o calor no aviário não for controlado, a energia que seria utilizada pela ave para ganhar peso, passa automaticamente a ser consumida pelo organismo para equilibrar a temperatura do corpo. Com isso, a ave não engorda, deixa de ganhar peso e o produtor deixa de receber o valor ideal pela conversão alimentar.

Conversão alimentar é o cálculo de quanto a ave come e quanto ganha em peso por dia. Se ela atingir o peso ideal para abate em até 45 dias, melhor para o produtor. Do contrário, se queimar energia e ainda morrer, é custo perdido com ração e renda a menos. Uma conta que preocupa não só o criador, mas também a empresa integradora.

"Seria normal a morte de uma ave a cada mil frangos. Considerando um aviário com 20 mil aves, seriam 20 frangos morrendo por dia. Em um stress calórico, poderia-se chegar a 100 aves morrendo por dia, ou até mais. Isso representa uma perda de cerca de 1,8 mil a 1,9 mil quilos de carne. O custo para produzir esse frango é de mais ou menos R$ 3 mil. Seriam R$ 3 mil perdidos, jogados fora", alerta Dionísio Sperandio Neto, veterinário de uma empresa integradora.

Fonte: Portal do Agronegócio - Canal Rural

12 de novembro de 2010

Encontro presencial propicia aos alunos conhecerem atividades da SANEPAR e UFPR referentes a aproveitamento de resíduos e recuperação de áreas degradadas.


O 2º Encontro Presencial da turma 2010 do  Curso de Pós-graduação em Economia e Meio Ambiente da UFPR proporcionou visita técnica a campo aos alunos participantes.

Elas aconteceram nas dependências da  SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paraná e  da estação experimental do Canguiri - da UFPR e foram orientadas  pelo professor do curso Charles Cordeiro, técnico da SANEPAR, consultor da área e professor do curso.

Na parte da manhã foi visitada a Estação de Tratamento de Esgotos Padilha Sul  e os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as pesquisas realizadas pela SANEPAR para reaproveitamento de lodo e captura de biogás para geração de energia.

No período da tarde, as visitas ocorreram nos reservatórios da SANEPAR, em  Piraquara, aonde os alunos foram conheceram projetos de recuperação de áreas degradadas. As visitas técnicas foram finalizadas na Estação Experimental Canguiri, da UFPR, onde tiveram a oportunidade de ter contato com as áreas de reflorestamento da instituição.

10 de novembro de 2010

Produtividade menor deve reduzir safra de grãos em 2011, diz IBGE


O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira que a safra de 2011 de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ficar abaixo da de 2010, apesar da previsão de aumento na área colhida. Uma das explicações, segundo o instituto, é a perda de produtividade esperada em decorrência do fenômeno La Niña, que deixa o tempo mais seco no centro e no sul do país.  
De acordo com o IBGE, a produção total de grãos deve somar 144,5 milhões de toneladas em 2011. O número é 2,8% inferior à safra esperada para 2010, que sofreu uma pequena revisão entre setembro e outubro, passando de 148,9 milhões para 148,8 milhões de toneladas --volume que, se confirmado, superará em 1,9% os 146 milhões de toneladas colhidos em 2008, ano de safra recorde no país. Em relação a 2009, a alta chega a 11%.  
Já a área colhida deve passar de 46,6 milhões de hectares em 2010 para 47,4 milhões de hectares em 2011, o que representa um acréscimo de 1,7%.
"O rendimento em 2010 foi muito bom por causa das condições climáticas favoráveis", diz o gerente da Coordenaçãode Agropecuária do IBGE, Mauro Andreazzi, destacando que a safra de 148,8 milhões de toneladas apontada pelo último levantamento agrícola supera em 6,8% o primeiro prognóstico para o ano, realizado ainda em 2009, que previa produção de 139,3 milhões de toneladas.
Segundo ele, é possível que o prognótico para 2011 também seja superado, mas isso vai depender da força do La Niña. O fenômeno climático, causado pelo resfriamento das águas do Pacífico, já levou à redução das chuvas em alguns estados do sul e do centro do país.
"O tempo seco na época do plantio prejudica o desenvolvimento da planta e afeta a produção", diz Andreazzi, para quem as culturas de soja e milho devem ser as mais prejudicadas.
"Mas, se a natureza contribuir e o fenômeno não for tão severo, é possível que tenhamos nova safra recorde, já que a área plantada é maior", diz.

Fonte: Folha de S. Paulo

4 de novembro de 2010

Sociedade Rural Brasileira cobra prioridade para o agronegócio no próximo governo


O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, acredita que o governo Lula está em dívida com o agronegócio e espera que Dilma Rousseff melhore o relacionamento com o setor.
Em entrevista ao Canal Rural, Ramalho disse que aposta na mobilização da bancada ruralista no Congresso Nacional, mas principalmente na motivação da sociedade para chamar a atenção da nova presidente sobre os problemas do agronegócio. "A sociedade tem que proteger o campo brasileiro. Porque o campo é o maior negócio da economia, maior gerador de empregos, maior gerador de divisas que nós temos. E isto cabe ao presidente da república defender. E o presidente Lula deixou de fazer isso", observou.
"O parlamento é um pedaço da solução. Nós temos que motivar a sociedade, pois o governo trabalha por pressões, por lobby. Não adianta termos 50 ou 100 deputados nossos, é preciso ter uma aprovação da sociedade como um todo."
Para a Thomson Reuters, o presidente da Rural apontou a necessidade de investimentos em infraestrutura para melhorar as condições de transporte do interior do país até os portos.
"Praticamente não houve avanços, como o agro cresceu, o meio ambiente é o mesmo... a questão da infraestrutura de transporte é a mesma.... Pelo contrário, o problema é maior, acho que infelizmente o problema aumentou", afirmou Ramalho, ao comentar os anos do governo Lula, lembrando do sério problema de congestionamento de navios para açúcar nos portos brasileiros em 2010.
"Penso que a presidente tem que fazer algo que o Lula não fez: fazer com que a agricultura tenha um papel político semelhante ao papel econômico que ela tem. Se o governo não valorizar politicamente a agricultura do país, vamos continuar com esses problemas a vida inteira", acrescentou ele, reivindicando ainda da nova governante uma taxa de câmbio mais favorável às exportações, expansão do seguro agrícola e a superação das barreiras ambientais.
FONTE: SRB