31 de janeiro de 2011

Expoagro Afubra 2011 acelera o ritmo

Os trabalhos no parque de exposições da Expoagro Afubra 2011 ganharam novo ritmo nas últimas semanas na organização para a feira, que acontece nos dias 1, 2 e 3 de março, em Rincão Del Rey, município de Rio Pardo. 



As equipes concentram atenções no cultivo das lavouras demonstrativas e na infraestrutura do parque. A preocupação está voltada para a irrigação das áreas plantadas com fumo, girassol, milho, soja, hortaliças e arroz, dentre outros.

A montagem dos estandes está prevista para começar em uma semana. A ideia é que a área esteja pronta para o lançamento da feira, previsto para ocorrer no dia 10 de fevereiro. Segundo o coordenador-geral do evento, Marco Antonio Dornelles, a expectativa é comercializar mais de 300 espaços, marca atingida na edição do ano passado.

Uma das novidades da edição de 2011 será a exposição, venda e julgamento de gado Holandês, através de uma parceria com a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). "Atualmente, a produção de leite é uma excelente alternativa para as pequenas propriedades", explica Dornelles. A Gadolando prepara julgamento de classificação, entrega de prêmios e leilão no dia 2 de março.

A programação este ano contempla o desenvolvimento da família rural e sua manutenção no campo. "A intenção é proporcionar um local onde a pequena e a média propriedade agrícola possam se espelhar", explica Dornelles. O setor destinado às agroindústrias foi ampliado de 64 para cem espaços. Uma área de 900 metros quadrados será disponibilizada para a exposição de cem animais. Próximo a este pavilhão, haverá outros locais cobertos onde serão realizadas atividades relacionadas à pecuária.

Outra atração será o Espaço Cultural. Conforme Dornelles, é um local de valorização para as famílias rurais. Entre as atrações, estão a exposição de sementes crioulas e de ferramentas que mostram a lida na roça.

27 de janeiro de 2011

Financiamento do agronegócio passa de R$ 50 bi nos primeiros seis meses de safra

Por Danilo Macedo


Fonte: Globo Rural Online

O financiamento da agricultura empresarial brasileira cresceu 18,6% no primeiro semestre da safra 2010/2011 na comparação com o ciclo 2009/2010, passando de R$ 42,8 bilhões para R$ 50,8 bilhões. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que divulgou hoje (25) o balanço parcial dos recursos do PlanoAgrícola e Pecuário (PAP) já liberados, informou que apenas em dezembro passado foram emprestados R$ 9 bilhões, o que representa um aumento de 37% em relação ao mesmo mês de 2009.

O ano safra começa em julho de cada ano e vai até o fim de junho do ano seguinte. Para a safra 2010/2011, o PAP disponibilizou R$ 100 bilhões para a agricultura empresarial. Os destaques, segundo o Mapa, continuam sendo os segmentos agroindustrial e de cooperativas. O primeiro contratou R$ 4,6 bilhões em crédito rural, enquanto nas cooperativas foram aplicados R$ 2,3 bilhões em investimentos e capital de giro.

O coordenador-geral de Análises Econômicas do Mapa, Marcelo Guimarães, avaliou, por meio de nota, que o aumento dos financiamentos para o setor “demonstra um aquecimento e confiança dos agentes do agronegócio brasileiro”. Em relação aos R$ 12 bilhões já liberados para investimentos, Guimarães disse que “o agricultor tem aproveitado as condições favoráveis de financiamento para aumentar e desenvolver a capacidade produtiva de sua propriedade”.

25 de janeiro de 2011

Missão agropecuária brasileira vai à China e ao Japão

Nesta semana, serão negociadas a ampliação dos frigoríficos habilitados a exportar carne de aves para os chineses e o início das exportações de carne suína para os dois países. Por Kelly Beltrão.
Foto: Editora Gazeta

A abertura dos mercados chinês e japonês à carne suína brasileira está na pauta de missão do Ministério da Agricultura aos dois países, nesta semana. O secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, e técnicos do ministério também irão negociar a ampliação da lista de frigoríficos nacionais habilitados a exportar carne de aves in natura para a China.

“Hoje, temos 25 indústrias aptas a comercializar o produto. A intenção é duplicarmos esse número”, informa Jardim. O secretário tem reunião nesta quarta-feira, 26 de janeiro, com representantes da Administração-Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ, sigla em inglês). As empresas que vendem carne de aves para a China estão localizadas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Além da carne suína e de aves, a comitiva brasileira tratará do início dos embarques de gelatina e tabaco da Bahia. Atualmente, o Brasil está apto a vender tabaco do Rio Grande do Sul e negocia e reconhecimento do estado baiano como área livre de mofo azul, pré-requisito para a abertura do mercado chinês ao produto. O secretário discutirá, ainda, os resultados da última missão chinesa, que esteve no Brasil em novembro de 2010, para visitar indústrias produtoras de carne suína.
 
Japão
 
Na sexta-feira, 28 de janeiro, Jardim se encontra com integrantes do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão (MAFF, sigla em inglês). O secretário apresentará a proposta de roteiro para vinda de missão japonesa ao Brasil, no primeiro trimestre deste ano, para visitar indústrias de carne suína. O Japão é o maior importador mundial do produto e representa um mercado de US$ 4 bilhões por ano.

Exportações
 
A China é o país que mais compra produtos agrícolas do Brasil. Em 2010, as exportações do agronegócio para o país asiático renderam US$ 11 bilhões. O número representa crescimento de 23,4%, em relação ao registrado em 2009. Os principais produtos exportados para o país, no último ano, foram soja em grãos (US$ 7,1 bilhões), celulose (US$ 1,1 bilhão) e óleo de soja (US$ 786,4 milhões).
Para o Japão, o total exportado alcançou US$ 2,4 bilhões, o que equivale a 32,6% a mais que em 2009, com US$ 1,8 bilhão. Os destaques das vendas foram carne de frango in natura (US$ 906,5 milhões), café verde (US$ 389,8 milhões) e soja em grãos (192,6 milhões).
De acordo com a base de dados Comtrade da Organização das Nações Unidas (ONU) – que reúne as estatísticas sobre commodities - cerca de 90% da carne de frango importada pelos japoneses tem como origem o Brasil.

21 de janeiro de 2011

Inscrições abertas!

Abertas as inscrições para a Pós-Graduação à distância em Agronegócio com Ênfase em Mercados – UFPR

Início do curso dia 24 de março de 2011                         

Valor do investimento:18 parcelas de R$ 330,00

Duração: 12 meses de aula e 6 meses de elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso

Inscrições através do site www.agronegocio.ufpr.br

Contatos: 41 3350 5696 / 3350 5787 / agronegocio@ufpr.br

17 de janeiro de 2011

Perspectivas 2011: Expectativas são boas para o agronegócio neste ano

Veja quem deve ganhar e quem pode perder com a situação atual


As expectativas são boas para o agronegócio em 2011. Segundo os especialistas, a economia do Brasil deve continuar crescendo, os preços das commodities seguem em alta e, apesar da atuação do fenômeno La Niña, o país pode colher uma excelente safra de grãos. Porém, a crise mundial ainda exige atenção em muitos países, e o dólar baixo prejudica exportadores. Afinal, quem deve ganhar e quem pode perder com essa situação no ano que começa?
A partir de respostas obtidas em pesquisa em todas as regiões do Brasil, os consultores calculam o Índice de Confiança do Produtor Rural.
– O índice foi construído em função da participação das culturas na produção brasileira e o número de produtores que a gente acessa de cada cultura realmente faz com que fique um índice fidedigno ao que está acontecendo no campo e realmente às expectativas do produtor – diz a consultora Camila Dias de Sá.
Com esta espécie de termômetro da agricultura brasileira, foi possível concluir que o homem do campo começa 2011 otimista.
– O produtor rural está confiante em uma rentabilidade positiva para 2011. A avaliação que ele faz de condições gerais do seu negócio, de câmbio, de valores de aquisição de fertilizantes e defensivos, máquinas e implementos, colocando tudo numa cesta, ele confia que vai ter um retorno positivo para sua atividade no ano de 2011 – diz Matheus Kfouri.
Quem confirma essa expectativa é o agricultor José Carlos Dolphine, de Campo Verde, em Mato Grosso. Os preços estimularam o produtor a plantar 1,7 mil hectares de soja nesta safra. A área aumentou em 60%. A previsão é de conseguir produzir pelo menos 50 sacas por hectare. Quase metade já foi vendida. Isso protege o produtor de uma eventual queda de preços na época da colheita, pois outros agricultores também plantaram mais.
– A gente ainda não sabe dizer o que vamos lucrar, por se tratar de uma cultura que você não tem 100% dos custos e nem 100% do valor que você vai obter comercializando. Então é um valor ainda que a gente não sabe dizer quanto vai ser. Mas a gente acredita que vai gerar um certo lucro pra estar atendendo às necessidades dos anos anteriores em que a gente teve bastante problema na agricultura. Eu posso dizer que sou animado sempre. Eu acho que o agricultor que não é animado não pode nem entrar na atividade, porque a agricultura, por se tratar de uma cultura de risco, um negócio em que você depende de clima, depende de mercado, depende de vários fatores, então você tem que estar animado – declara Dolphine.
Proteção nunca é demais. Afinal, uma virada de preços pode acabar com todo esse otimismo. Na condição de exportador de alimentos, o Brasil está vulnerável a mudanças bruscas - principalmente no cenário externo. A crise internacional ainda não terminou.
A saúde financeira dos países mais ricos, que importam alimentos do Brasil, continua fragilizada. Isso pode impedir que os preços agrícolas continuem em alta em 2011.
– Você tem alguns mercados emergentes, crescendo, mas você tem por outro lado grandes mercados, as maiores economias do mundo, vivendo de maneira bastante frugal. Quer dizer, desemprego elevado, isso evidentemente limita a expansão de mercado de soja, derivados, etc – avalia o consultor Fábio Silveira.
No mercado interno, o setor agrícola também enfrenta problemas. E são os mesmos de anos anteriores. Com a falta de infraestrutura e logística para a comercialização da safra, a formação de preços depende da oferta de produto. Na maioria das vezes, um ganha porque o outro perdeu. E em 2011 não deve ser diferente.
– É muito triste você imaginar que nós temos um cenário positivo para 2011 porque tem produtores que vão ir mal. Isso não é uma coisa para se comemorar. Nós temos que pensar que temos um cenário positivo porque temos a China aumentando e porque o Brasil fez investimento em infraestrutura, aprovou código ambiental. Enfim, que o Brasil melhorou seus portos – diz o presidente da Aprosoja-MT, Glauber Silveira.
– Nós temos um custo muito elevado por conta da logística de transporte e tudo mais, porto que também precisa melhorar muito, e isso é uma coisa que não vai se resolver a curto prazo, é algo que precisa ser resolvido a longo prazo, mas que impacta diretamente na nossa produção no nosso custo de produção. Então a logística realmente é um calo nos pés do agricultor –conclui Dolphine.
 Fonte: CANAL RURAL