8 de junho de 2011

Colheita de segunda safra de milho começa com preços 68% maiores

A colheita de milho de segunda foi iniciada no Paraná e, nos próximos dias, deve começar também no Centro-Oeste, segundo informações do Cepea. Para os produtores, a boa notícia é que os preços estão cerca de 68% maiores que os observados no mesmo período de 2010 – tanto ao produtor quanto no lote, na média das regiões pesquisadas pelo Cepea. O lado ruim é que a produtividade será bem inferior no comparativo com aquela que foi a maior do histórico nacional para a segunda safra, segundo a Conab. Quanto aos preços atuais, seguem firmes. Entre 30 de maio e 6 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP; valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa de desconto CDI) subiu expressivos 3,86%, fechando a R$ 30,65/saca de 60 kg na segunda-feira, 6. Se considerada a taxa de desconto NPR, na região de Campinas o preço médio à vista foi de R$ 29,06/sc de 60 kg nessa segunda-feira, com alta de 2,29% no comparativo com a segunda anterior, 30.


Fonte: Cepea/Esalq

1 de junho de 2011

Plano safra 2011/2012 será lançado até 17 de junho


Brasília - O Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, com recursos de R$ 107 bilhões para a agricultura empresarial, deve ser lançado entre os dias 10 e 17 de junho, segundo informou o novo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), José Carlos Vaz. Segundo ele, a parte técnica já está pronta e, até 1º de julho, quando se inicia a próxima safra, as instituições financeiras já estarão aptas a operar as linhas de financiamento de acordo com as novas regras.

O secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse que o processo de elaboração do plano safra está adiantado. “Aprovamos os votos [agrícolas no Conselho Monetário Nacional - CMN] no mês de maio e teremos o mês de junho para publicar as portarias e finalizar o que falta”.
José Carlos Vaz, que assumiu a Secretaria de Política Agrícola na semana passada, disse que, ao convidá-lo, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, fez duas recomendações: “terminar o trabalho com o plano safra, junto com os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário, e promover as mudanças estruturais na política agrícola que visem a correção da volatilidade de renda do produtor e a maior eficiência de gestão”. Segundo ele, o que se deseja é uma “política proativa”, que se antecipe aos desafios e que priorize a inovação.
Edição: Vinicius Doria
Fonte: Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

25 de maio de 2011

Comissão Europeia divulga novo relatório sobre aspectos socioeconômicos dos transgênicos

Baseado em dados obtidos por meio de estudos, pesquisas de opinião pública e testes de campo, o documento divulgado pela Comissão Europeia (CE), em abril deste ano, questiona a limitação e a falta de clareza das análises sobre as tecnologias transgênicas na Europa. A publicação revela que as informações existentes na Europa são frequentemente baseadas em ideias preconcebidas sobre o tema.

O relatório foi fundamentado em dados fornecidos pelos países-membros da União Europeia, em literatura científica internacional e nos resultados de pesquisas financiadas pelo European Framework Programme for Research.

De acordo com o comissário responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor, John Dalli, com a publicação deste relatório, a CE atende a uma solicitação do Conselho do Meio Ambiente. “Cabe agora aos países-membros, à Comissão, ao Parlamento Europeu e a todos os interessados ponderar sobre as conclusões do relatório e lançar um debate objetivo sobre os fatores socioeconômicos dos OGM na União Europeia”, afirmou Dalli.

Uma das conclusões do estudo é a de que, uma vez que a UE representa apenas uma pequena parte da superfície dedicada ao cultivo de OGM no mundo, obviamente a experiência da Europa nesta matéria é limitada. “Não é, portanto, surpreendente que a massa de informação estatística relevante sobre as repercussões socioeconômicas do cultivo de OGM seja restrita”, ressalta o relatório.

Benefícios dos OGMs

Análises dos dados dos países-membros produtores de OGMs apontam para um cenário positivo ao investigar os impactos dos transgênicos para produtores e para a cadeia produtiva, em particular ao avaliar as culturas tolerantes a herbicidas e resistentes a pragas. Entre as principais conclusões, está a confirmação de que agricultores que optaram por variedades transgênicas têm maior produtividade, especialmente quando a infestação de plantas daninhas ou de pragas é mais acentuada.

Esse é o segundo documento sobre o tema divulgado pela instituição em menos de 6 meses. Em dezembro de 2010, a publicação Uma Década de Pesquisas com OGMs Financiadas pela União Europeia (2001-2010) concluiu que os transgênicos são tão seguros quanto suas variedades convencionais para a saúde e o meio ambiente.

Sobre o CIB - O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), criado no Brasil em 2001, é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, cujo objetivo é divulgar informações técnico-científicas sobre biossegurança, biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Na Internet, você pode nos conhecer melhor por meio do site www.cib.org.br.

O Conselho desenvolve suas atividades com o suporte de profissionais ligados aos principais centros de pesquisa, universidades e institutos de cunho científico do País. O grupo hoje é composto por mais de 70 profissionais que atuam em campos distintos do conhecimento científico. Desta forma, o CIB se consolidou como fonte para jornalistas, pesquisadores, consumidores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia e biossegurança.

18 de maio de 2011

Usinas de cana são insuficientes, diz Unica

Eduardo Schiavoni

Ribeirão Preto - O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, afirmou que o País precisa de novas usinas de forma urgente para garantir a oferta de etanol até 2020. Segundo o presidente, as unidades existentes irão investir em mais produtividade, mas não será suficiente para garantir o abastecimento. "No curto prazo, o setor consegue ampliar a capacidade de processamento, hoje em 640 milhões de toneladas de cana, para até 960 milhões de toneladas de cana até 2020", disse Jank. No entanto, na avaliação do setor, o crescimento até o final da década, de 320 milhões de toneladas de cana, seria menor que as 400 milhões de toneladas necessárias para suprir a demanda.

As declarações foram feitas em um seminário organizado pelo Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro (Ceise Br) ocorrido na última quinta-feira em Sertãozinho, 

Ainda de acordo com Jank, há problemas em atrair novos empreendimentos porque as margens de lucro estão desaparecendo. "Como fazer essa ampliação a um custo de US$ 140 ou R$ 250 por tonelada de cana e com as margens desaparecendo?", indagou.

"É só ir ao BNDES pedir financiamento e perguntar se é viável produção de greenfields [novos projetos] com esse custo e ele [o banco] vai dar resposta que não", completou.

Para Adézio Marques, presidente do Ceise Br e organizador do evento, essa questão é um dos maiores desafios para o setor sucroalcooleiro nos próximos anos. "Temos imensos desafios pela frente. Um dos maiores é dobrar a atual produção de cana até 2020. Já mostramos competência quando a partir de 2003 e até o final do ano passado dobramos o nível de produção máximo alcançados nos últimos 500 anos. Mas certamente o maior desafio que temos é o de formar estes novos profissionais que estão atentos às mudanças e focados em buscar informação para transformá-la em conhecimento."

Para evitar a crise de oferta e de alta de preços, como a que ocorreu entre março e abril deste ano, Jank disse que o setor negocia com o governo medidas no "curtíssimo prazo", para garantir o abastecimento na próxima entressafra, nos primeiros meses de 2012. Segundo ele, estão em pauta um programa de financiamento para usinas estocarem etanol, no início da safra de cana, e a contratação de um volume de álcool anidro suficiente para o aumento da demanda da gasolina, à qual é misturado em até 25%.

"Existe programa de estoques de etanol em andamento que não funciona, porque os recursos saem tarde e é preciso pensar uma maneira para que isso ocorra no começo da safra e garanta volumes necessários para atravessar entressafra", disse Jank. "O segundo ponto é ampliar sistema de contratação de etanol [pelas distribuidoras] e garantir que para cada litro de gasolina haja o correspondente de 0,25 litro do anidro", completou o presidente da Unica. As negociações já começaram e que hoje esteve no Rio de Janeiro para conversas com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP) sobre o assunto. O executivo cobrou o envolvimento de outros elos da cadeia produtiva, principalmente as distribuidoras, na contratação de etanol anidro suficiente para a mistura à gasolina. "É preciso que as distribuidoras se responsabilizem pela contratação conjugada de anidro à gasolina para terminarmos a safra com garantia de que não haverá falta de anidro na entressafra."

O economista Antonio Vicente Golfeto, ligado à Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto e que pesquisa há mais de duas décadas o setor sucroalcooleiro aponta a iniciativa como extremamente válida, mas acredita que esse momento é fundamental para o setor, que deve garantir o abastecimento mesmo se precisar assumir algum prejuízo temporário. "Não podemos deixar que aconteça o que aconteceu no fim da década de 1980 e começo de 1990, com o Proálcool. Garantir o preço competitivo é fundamental para que o setor não perca credibilidade, e imagino que essa é a intenção de toda a cadeira do etanol", comenta.

Comprometimento

O executivo cobrou o envolvimento de outros elos da cadeia produtiva. "É preciso que as distribuidoras se responsabilizem pela contratação conjugada de anidro à gasolina para terminarmos a safra com garantia de que não haverá falta na entressafra", ressaltou o presidente da Unica.

Ele criticou ainda a decisão da BR Distribuidora, empresa da Petrobras, em tornar público o anúncio de redução de até 13% no preço do etanol hidratado nas bombas. "Não era necessário o anúncio, porque os preços já caíram nas usinas", disse. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) apontam uma queda acumulada de 33% no preço médio do etanol comercializado entre usinas e distribuidoras em São Paulo em pouco mais de 20 dias, com o início da safra.

11 de maio de 2011

Em abril, IBGE prevê safra de grãos 6,0% maior que safra recorde de 2010

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas indica produção da ordem de 158,7 milhões de toneladas, superior em 6,0% à safra recorde obtida em 2010 (149,7 milhões de toneladas). É o que indica a quarta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011.
A área a ser colhida em 2011, de 48,6 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 4,3%, frente à área colhida em 2010. As três principais culturas, que somadas representam 90,8% do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas: o arroz, o milho e a soja, respondem por 82,5% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, variações de 2,1%, 4,1% e 2,8%, respectivamente. Quanto à produção os acréscimos são, nessa ordem, de 18,4%, 3,0% e 6,3%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa.
Entre as Grandes Regiões, esse volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: Região Sul, 66,0 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 57,0 milhões de toneladas; Sudeste, 16,4 milhões de toneladas; Nordeste, 15,0 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas. Comparativamente ao ano anterior, são constatados incrementos nas Regiões Norte (7,4%), Nordeste (26,5%), Centro-Oeste (8,5%), Sul (2,8%), e decréscimo na Sudeste (-3,8%). O Paraná, nessa avaliação para 2011, mantém a liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 20,6%, seguido pelo Mato Grosso com 19,9% e Rio Grande do Sul com 17,0%.
Estimativa de abril em relação à produção obtida em 2010
Dentre os vinte e cinco produtos selecionados, quinze apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (69,5%), amendoim em casca 1ª safra (7,8%), arroz em casca (18,4%), batata-inglesa 1ª safra (13,3%), batata-inglesa 2ª safra (13,4%), cacau em amêndoa (4,4%), cevada em grão (2,6%), feijão em grão 1ª safra (27,2%), feijão em grão 2ª safra (5,1%), mamona em baga (51,2%), mandioca (9,2%), milho em grão 2ª safra (7,6%), soja em grão (6,3%), sorgo em grão (13,4%) e triticale em grão (26,2%). Com variação negativa: amendoim em casca 2ª safra (7,8%), aveia em grão (12,7%), batata-inglesa 3ª safra (10,2%), café em grão (11,0%), cana-de-açúcar (7,5%), cebola (8,8%), feijão em grão 3ª safra (7,2%), laranja (2,2%), milho em grão 1ª safra (0,2%) e trigo em grão (16,6%).
A colheita das principais culturas temporárias de verão, com ênfase para a soja, milho e o arroz, encaminha-se para o final. Nos próximos levantamentos, prosseguirá o acompanhamento do restante da colheita da safra de verão e do desenvolvimento das segunda e terceira safras de alguns produtos, além das culturas de inverno que, devido ao calendário agrícola apresentam grande parte de suas estimativas ainda baseadas em projeções.
Destaques na estimativa de abril em relação a março
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa de produção é de 5,0 milhões de toneladas, maior 3,6% que a registrada em março. O aumento é consequência da ampliação da área plantada, que teve um incremento de 4,1%, totalizando 1,3 milhão de hectares. O Mato Grosso, maior produtor, com participação de 53,1% na produção nacional, foi o principal responsável pelo acréscimo. Os bons preços praticados no mercado estimularam o plantio do produto. A área prevista para a safra mato-grossense de 700.422 hectares supera em 7,4% a informada anteriormente, o mesmo ocorrendo com a produção esperada de 2.640.156 toneladas, que aumentou 6,6%.
ARROZ (em casca) – A produção esperada de 13,4 milhões de toneladas e a área plantada de 2,8 milhões de hectares são maiores que o levantamento de março em 0,4% e 0,5%, respectivamente. Estes incrementos foram decorrentes, notadamente, das reavaliações nos dados do Mato Grosso. Nesse Estado houve incremento de 8,2% na área plantada, agora estimada em 203.641 hectares, tendo em vista que a cultura foi utilizada em áreas de renovação de pastagens. A produção esperada de 648.034 toneladas é 12,2% maior que a avaliação de março.
CAFÉ (em grão) – A estimativa de café para a safra nacional a ser colhida em 2011 totaliza 2.559.308 toneladas, com decréscimo de 1,5% em relação a março. As outras variáveis também apresentam decréscimos: área total com a cultura no País (-0,6%), área destinada à colheita (-0,1%) e rendimento médio (-1,3%). Minas Gerais, o maior produtor brasileiro de café, estima neste mês decréscimo de 0,8% na produção esperada para 2011, que totaliza 1.328.716 toneladas, considerando as duas espécies em conjunto (arábica e canephora), o que representa 51,9% do total esperado para o País em 2011. O Espírito Santo e São Paulo, 2º e 3º maiores produtores de café, não realizaram estimativas em abril. A queda prevista na produção nacional, em relação à safra colhida em 2010, é consequência, principalmente, da particularidade que apresenta o café arábica, espécie predominante no País, que alterna anos de altas e baixas produtividades.
FEIJÃO (em grão) – A produção nacional de feijão, considerando as três safras do produto, está avaliada em 3.693.909 toneladas, 0,3% superior que a observada no mês anterior. Frente aos dados de março as variações da produção dessas safras foram, respectivamente, -0,2%, 0,4% e 2,6%. A redução na produção do feijão 1ª safra, neste levantamento de abril, teve origem, notadamente, no Nordeste do País, onde as condições climáticas desfavoráveis provocaram reduções nas estimativas de produção do Piauí (9,7%) e Pernambuco (5,0%). A segunda safra do produto apresenta pequeno acréscimo na produção devido, principalmente, às reavaliações nos dados de alguns estados produtores da região Nordeste, destacando-se, entretanto, que na maioria deles se trate de dados de intenção de plantio. Para o feijão terceira safra, a variação positiva na produção foi decorrente da inclusão, neste levantamento, da primeira avaliação em Minas Gerais. Ressalta-se que o dado anterior desse Estado se tratava apenas de uma projeção, sendo que sua produção registra, comparativamente a março, incremento de 8,1%. Vale destacar que em Mato Grosso houve um decréscimo de 8,5% na produção, uma vez que áreas irrigadas, anteriormente ocupadas com a cultura, foram cedidas ao algodão, que apresenta melhores cotações.
MILHO (em grão) – A produção nacional do milho em grão em 2011, para ambas as safras, totaliza 57,7 milhões de toneladas, variação positiva de 2,6% sobre o mês de março. Aguarda-se para o milho 1ª safra uma produção de 33,1 milhões de toneladas, apontando um acréscimo de 0,8% frente à estimativa anterior. Todas as Grandes Regiões revisaram positivamente suas produções: Norte (0,6%), Nordeste (1,0%), Sudeste (0,2%), Sul (1,0%) e Centro-Oeste (1,9%). No Paraná, a colheita encaminha-se para a fase final, calculando-se que cerca de 90% da área ocupada com o cereal, avaliada em 756.037 ha, já se encontra colhida. A área sofreu um acréscimo de 2,1% e com a manutenção do quadro climático favorável para a cultura, o rendimento médio foi revisto para 7.749 kg/ha (acréscimo de 0,5%), gerando um ganho de produção de 2,5% em relação a março. Minas Gerais, com um incremento de 0,3% na produção, continua como maior produtor nacional com uma participação de 17,8% contra 17,7% do Paraná. Referente ao milho 2ª safra, a produção deverá atingir 24,7 milhões de toneladas, 5,1% superior à informação de março devido aos novos números dos principais centros produtores. No Mato Grosso, maior produtor de milho neste período de plantio, responsável por 32,6% da produção nacional, a área plantada de 1.842.614 hectares e a produção esperada de 8.056.247 toneladas são maiores em 3,3% e 6,4%, respectivamente. O aumento na área nesse estado, em relação à estimativa anterior, se deve ao fato de que muitos agricultores optaram por implementar grande parte das áreas fora da época recomendada, prevista até 25 de fevereiro. O Paraná, a seguir, com 29,7% de participação, apresenta uma área da ordem de 1.657.364 hectares, maior 2,0% que a informada no mês passado. A estimativa de produção, considerando um rendimento de 4.422 kg/ha, é da ordem de 7.328.872 toneladas, superior à informação anterior em 3,3%. No Mato Grosso do Sul, no momento ocupando a terceira posição (14,2% de participação), a área a ser colhida de 910.000 hectares aumentou 11,0% enquanto a produção esperada de 3.503.500 toneladas cresceu 15,5%. Estes ganhos se devem a constatação de novos plantios fora do zoneamento agrícola de risco climático, já que na época de plantio recomendado ocorreram problemas em vários municípios em face do excesso de chuvas.
SOJA (em grão) – A produção esperada de 72,8 milhões de toneladas é 1,7% maior que a informação de março, com reavaliação positiva da área em 0,7% e no rendimento médio em 1,0%. O Mato Grosso, maior produtor nacional, reajustou a área colhida em 1,9%, agora avaliada em 6.448.423 hectares. O atraso das chuvas impediu a semeadura precoce da soja, fazendo com que seu plantio fosse realizado em outubro/novembro, período mais recomendado. Esse atraso na semeadura favoreceu a expressão do potencial produtivo das variedades utilizadas. Além disso, com as condições climáticas excepcionais nos principais centros produtores do Estado, o rendimento médio de 3.195 kg/ha foi acrescido em 1,9%, proporcionando uma produção de 20.605.098 toneladas, 3,9% maior que as informações de março. No Paraná, segundo produtor nacional, com a colheita praticamente concluída, a área prevista de 4.585.088 hectares, confrontada à informada anteriormente, aumentou 1,9%. De uma maneira geral, ao longo do ciclo da cultura, o clima foi favorável, sendo a produção esperada de 15,2 milhões de toneladas superior em 3,3%, para um rendimento médio de 3.306 kg/ha contra os 3.260 kg/ha apontados em março.
CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Para as lavouras de inverno, cujos cultivos concentram-se, predominantemente, nos estados do sul do país, verificam-se acréscimos para a aveia (16,6%), cevada (17,4%), trigo (3,4%) e triticale (4,1%). Para o trigo, a produção esperada de 5,0 milhões de toneladas supera em 3,4% a informada em março. Destaca-se que essa avaliação é de caráter preliminar e deve ser analisada com cautela, tendo em vista que apenas Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul forneceram os primeiros dados. Por outro lado, a primeira avaliação da safra paranaense, maior produtor nacional, com uma participação de 56,7% na produção nacional do trigo, registra um aumento de produção de 6,9% considerando que as condições climáticas estejam dentro da normalidade, tendo em vista que a área destinada à cultura neste Estado apresenta retração de 9,7% na comparação com o mês anterior. Cerca de 30% da área prevista já se encontra plantada até o momento.
Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA).
Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.

Fonte: IBGE

4 de maio de 2011

Agronegócio vive situação favorável

18ª feira ocorre diante cenário mundial que valoriza toda a cadeia do agronegócio


Foto: F.L.Piton / A CidadeExpositores na AgrishowExpositores na Agrishow
A Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) chega à maioridade, ao completar 18 anos, em um ambiente favorável para o agronegócio brasileiro.
Impulsionado por uma safra de grãos robusta e por um mercado mundial ávido por alimentos, o agronegócio tem, na Agrishow, ferramentas e tecnologia para alavancar a produtividade.
Segundo José Danghesi, gerente-geral do evento, a Agrishow deste ano está 15% maior em relação à versão de 2010.
A área de exposição ocupa 185 mil metros quadrados, contra os 160 mil m² do ano passado, enquanto o número de expositores chega a 760 de 50 países, ante os 730 da versão anterior.
Dos novos expositores, 38 são empresas nacionais e 22 estrangeiras. A área global do evento é de 360 mil m².
"A ampliação atende justamente as boas perspectivas da cadeia do agronegócio", diz Danghesi. Segundo ele, uma mudança em favor dos expositores e dos esperados 160 mil visitantes (foram 142 mil em 2010) são os acessos. Desta vez, haverá duas entradas principais, para facilitar a circulação do público.
Conforme Cesário Ramalho, presidente do Conselho Consultivo da Agrishow, a meta é superar o R$ 1,15 bilhão negociado no evento de 2010.
"A agricultura vai bem, as commodities estão valorizadas, evidentemente podemos ter melhor resultado. [O faturamento] vai crescer", disse.

27 de abril de 2011

Estimativa final da safra 2010/2011 dos grãos de verão do RS é divulgada


Estimativa final da safra 2010/2011 dos grãos de verão do RS é divulgada

O secretario do Desenvolvimento Rural do RS, Ivar Pavan, juntamente com o presidente da Emater/RS, Lino de David, e diretor técnico da Instituição, Gervásio Paulus, apresentou à imprensa dia 20 de março a estimativa para a safra 2010/2011 dos principais grãos de verão no Estado. Conforme os levantamentos da Instituição, o balanço total final é de 25,5 milhões toneladas, cerca de 2,5 milhões a mais que a safra anterior.

Esta produção está distribuída em 8,6 milhões toneladas de arroz, 132 mil de feijão, 5,4 milhões de milho e 11,2 milhões de soja. A Emater ainda fez um cálculo baseado no preço médio de abril das culturas, que resulta em uma renda de R$13,8 bilhões injetada na economia gaúcha.

Segundo o secretário Ivar Pavan, a maior safra da história que havia sido anunciada no RS foi em 2010 com 23,09 milhões toneladas de grãos, o que significa aumento de 10,6% neste ano. “A previsão anunciada em fevereiro foi de 23,609 milhões de toneladas, 600 mil a mais que o ano passado. Superamos esta primeira estimativa pois 40% da safra de soja ainda estava em floração na época”, completa. Pavan ainda ressalta que houve um período de estiagem na região Sul que poderia se espalhar para outras regiões, mas “como a seca ficou restrita a poucos municípios, a produção se confirmou maior”.


O destaque é para o arroz, que teve um aumento de área, produção e produtividade, resultando em 1,8 milhões de toneladas a mais que o ano anterior. Todavia, estes números positivos diminuem o preço da saca, que cai em média para R$19,64. Já o milho teve uma redução de área e de produção. “Devido à previsão do efeito La Niña e do preço baixo do grão no ano passado, o produtor diminuiu a área de milho e aumentou a área de soja, que é mais resistente e estava com preço bom”, explica o secretário.

Quanto aos próximos anos, devido às novas tecnologias que os produtores vêm adotando, há condições para o aumento da produtividade. Entretanto, com exceção do arroz, que é irrigado, as demais culturas ainda dependerão das condições meteorológicas. Para tanto, Pavan diz que há programas que estão sendo desenhados para aumentar a irrigação em algumas culturas, mas que mesmo assim não haverá água suficiente para irrigar toda a lavoura gaúcha. 


Valor gerado pela produção dos principais grãos no RS

Produção (t)
R$/sc*
Valor R$
Arroz
8.695.931
19,64
3.415.761.696,80
Feijão
132.513
71,00
156.807.050,00
Milho
5.491.582
24,46
2.238.734.928,67
Soja
11.220.238
42,75
7.994.419.575,00
TOTAL
25.540.264

13.805.723.250,47
Fonte: Emater/RS-Ascar
* preços médios referentes às culturas (média do mês de abril/2011)



Fonte: Agrolink
Autor: Joana Pretto Cavinatto

18 de abril de 2011

Venda de milho cresce 27% em volume e 60% em receita

São Paulo - A exportação de milho, em volume, cresceu 27% em março em comparação ao mesmo mês do ano passado no Brasil. Já a receita apurada foi 68% maior. O principal fator que provocou o aumento nas exportações de milho foi o baixo estoque apresentado no mercado mundial, sobretudo o norte-americano. O analista de mercado Antonio Sartori explica que os estoques internacionais estão baixos principalmente pela velocidade do aumento do consumo ser maior que a velocidade no aumento da produção. Eles estão com o menor estoque desde 1936. Mesmo que os americanos consigam colher esta safra recorde, ainda vão continuar com estoque baixo até o final do ano.

12 de abril de 2011

Fruticultura espera fôlego, mas problemas persistem

Andrielle Mendes – Repórter
O fruticultor potiguar não vai encontrar um cenário muito favorável na próxima safra. O mercado consumidor  continua retraído, o dólar baixo, e as pragas, ávidas por consumir toda a produção. Em 2010, o setor amargou queda na exportação de praticamente todas as frutas frescas, com exceção da manga. Em 2011, apesar do cenário ainda desfavorável, a exportação deve ter uma leve alta, segundo o economista Naji Harb, da Universidade Ottawa, Canadá e consultor na área de agronegócios e assuntos internacionais. Segundo ele, a Europa, continente que compra 99% das frutas potiguares, já dá sinais da recuperação. 
júnior santos

As vendas de melão para o mercado externo estão entre as que declinam no Rio Grande do Norte
Segundo Francisco Vieira da Costa, diretor da Coopyfrutas (cooperativa que reúne fruticultores de Mossoró e  do entorno), a exportação da safra junho 2010/maio 2011 caiu 18% em relação a safra junho 2009/maio 2010. A queda da exportação também foi reflexo de uma maior incidência de chuvas de dezembro a fevereiro. Neste período, choveu mais que o esperado para o inverno inteiro. Em decorrência de todos estes fatores, o setor enfrenta uma crise momentânea. Seu desempenho dependerá da resposta de seu principal consumidor, a Europa, e da entrada em novos mercados. “Não acredito que vai ser um ano muito bom. O cenário ainda será desfavorável”, afirma. 

A solução, segundo ele, é aumentar o consumo interno.  Hoje, o mercado nacional absorve 30% da produção potiguar. Há cinco anos, absorvia apenas 20%.  

A questão cambial (dólar barato e real caro) agrava o cenário para o setor lá fora. Os fruticultores vendem em dólar e compram em real, isto está minando a capacidade de reinvestir no negócio, afirma o diretor da Coopyfrutas. 

O descumprimento da Lei Kandir, do governo federal, que obriga o estado a reembolsar os fruticultores, devolvendo os impostos pagos na exportação, agravam ainda mais o cenário. Os fruticultores do Ceará, por exemplo, não pagam ICMS, e, por isso, praticam preços mais competitivos que o RN. 

Não bastassem a falta de apoio governamental e a crise enfrentada pelo principal consumidor, o setor ainda tenta se proteger da ameaça das pragas: mosca branca, minadora e a virose do pulgão, que com poucas picadas pode eliminar uma lavoura. 

Importações
Para tentar equilibrar os custos, fruticultores estão importando mais embalagens de papel, papelão, adubos e fertilizantes que registraram alta superior a 100%. “Eles estão importando para se manter no negócio. A preocupação não é mais ganhar dinheiro, mas se manter no mercado”, afirma Vieira. Segundo o economista Naji Harb, a importação de insumos traz uma redução de até 20% no custo dos fruticultores. “Os produtores/empresas acharam esta solução e mudaram sua modalidade de compra. Antes compravam esses mesmos produtos em outros estados. Agora compram os produtos fora do país”, afirmou.

 Naji Harb » Economista
Como está a fruticultura local no que diz respeito a produção e exportação?
A fruticultura no RN tem grande potencial para crescimento. As condições climáticas (sol brilhante e solo fértil) ajudam na produção de uma grande variedade de frutas. Além disso, os produtores potiguares são inovadores, sempre estão buscando novas técnicas e certificações para atender as mais rígidas exigências do mercado nacional e internacional. 

Como o senhor avalia o momento vivido pela fruticultura local?
A demanda no mercado nacional e internacional é crescente. Naturalmente o ritmo é lento pois o mercado está em fase de recuperação da crise econômica na Europa, que até o momento é o maior mercado para o melão e outras frutas do estado do RN.

Isto traz prejuízos ao estado ou poderá ser superado sem muita dificuldade?
Achando-se uma solução para os problemas enfrentados pelos produtores e empresas que atuam no setor, o estado será beneficiado como um todo. Investimentos na infra-estrutura portuária e incentivos fiscais garantem a permanência dos investimentos no setor dentro do estado do RN e ajudam na criação de empregos, resultando no crescimento econômico do estado.

Como o senhor avalia a safra atual?
Foi uma safra normal. As frutas exportadas para Europa, especificamente o melão, tiveram uma aceitação muito boa pelo mercado, por causa do alto nível de qualidade. Mas sempre tem alguns obstáculos. Este ano, por exemplo, houve atraso na entrega de caixas por alguns fabricantes de papelão, deixando alguns produtores com grandes prejuízos, tipo de problema que não poderia ocorrer. 

O que espera em 2011? 
A safra para o mercado exterior deve ter leve alta por causa dos pequenos sinais da recuperação  de alguns membros da comunidade Europeia. Também temos expectativas de aumentar as vendas no mercado nacional. Através de eventos como Expofruit e rodadas de negócios realizadas pelo Sebrae RN, os produtores podem se encontrar com compradores para ampliar suas vendas.

Expofruit ajuda a expor produtos e problemas do setor
A Expofruit 2011, Feira Internacional de Fruticultura Irrigada, que será lançada hoje em Mossoró, é uma das formas de dar mais visibilidade aos problemas enfrentados pelo setor, na avaliação de Francisco de Paula Segundo, presidente do Coex. De acordo com ele, eventos como a Expofruit podem alavancar o setor, gerando oportunidades de negócios para grandes, médios e pequenos fruticultores. O ministro  da Agricultura será convidado para participar da feira e conhecerá a realidade da fruticultura local. Assim como a cadeia produtiva do leite, a fruticultora é um dos setores que mais gera empregos e contribui para permanência do homem  no campo. O setor emprega 15 mil pessoas e pode gerar mais de 70 mil empregos indiretos. Segundo Francisco de Paula, alguns fruticultores estão atravessando a divisa do Ceará e deixando o RN. “É porque o empresário vai para o Ceará? Porque lá o que ele gasta em  exportação, recebe de volta. O imposto é devolvido através da lei Kandir. No Ceará, isso é norma. No RN, não”. Essa medida, segundo Francisco, aumentaria a competitividade no estado e seguraria o fruticultor no estado. 



11 de abril de 2011

China pode liberar compra da carne suína brasileira

Confirmação deverá ocorrer durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao país asiático, em abril

por Agência Estado


O Brasil poderá conseguir a abertura do mercado da China para exportações de carne suína durante a visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país asiático em meados de abril. Se conseguirem o sinal verde para os embarques, os produtores brasileiros esperam abocanhar metade das importações chinesas dentro de três anos, o que seria equivalente a US$ 500 milhões a preços e quantidades atuais. 

A China é o maior consumidor de carne suína do mundo, responsável por metade da demanda. Mas quase todo o consumo de 50 milhões de toneladas é suprido pela produção local. Ainda assim, o país deverá importar 480 mil toneladas em 2011, segundo previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que prevê alta de 15% em relação ao ano passado. 

Na próxima semana, a missão do Ministério da Agricultura chegará a Pequim para tentar concluir a negociação. Já existe o acordo para a venda de carne suína, mas a China ainda não credenciou os frigoríficos que podem exportar ao país, disse o adido agrícola do Brasil em Pequim, Esequiel Liuson. 

No ano passado, o Brasil apresentou uma lista de 26 plantas para serem habilitadas. Os chineses visitaram 13 delas em novembro, mas falta a chancela oficial para que elas iniciem os embarques. Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), prevê que o credenciamento das plantas poderá ser anunciado durante a visita de Dilma. As importações do país asiático são mínimas quando comparadas ao consumo doméstico. Ainda assim, a China foi o quinto maior importador em 2010, com compras um pouco superiores a 400 mil toneladas.

7 de abril de 2011

Brasil perde 4% da soja na colheita

VALOR ECONÔMICO
Levantamento realizado pela Agroconsult revela que quase 3 milhões de toneladas de soja sequer saem das lavouras brasileiras. O volume de grão é literalmente perdido durante o processo de colheita da oleaginosa e equivale a 4% da produção nacional de soja. Nesse valor não são consideradas as perdas que ocorrem durante o processo de transporte da safra, seja para os silos das tradings, seja para os portos com destino ao mercado externo. Considerando os atuais preços praticados nas regiões, as perdas nas colheitas equivalem a mais de R$ 115 milhões que deixam de ir para o caixa do produtor. Apesar de a média nacional de perdas ser de 4%, as regiões Norte e Nordeste são as que apresentam os piores resultados, com 4,9% da produção ficando na lavoura. 
Diferentemente das expectativas, o Sul, onde estão localizadas as máquinas mais antigas em operação, é a região onde as perdas são menores, 3,4% da produção. "Antes de fazer o levantamento, nossa estimativa era que as perdas na colheita fossem qualquer coisa entre 5% e 8% da produção. O levantamento indicou que 4% ficam na lavoura, mas esse ainda é um percentual muito elevado", afirma André Pessôa, diretor da Agroconsult. Ele lembra que, em uma colheitadeira bem regulada, operando na velocidade recomendada e seguindo as orientações do fabricante, as perdas durante a colheita não poderiam superar 0,5%. A análise foi feita a partir dos dados coletados durante os quase três meses que o Rally da Safra percorreu onze Estados para levantar a campo as condições das lavouras de soja e milho do país. Os dados finais foram apresentados ontem, em São Paulo, e indicam que a produção brasileira de soja no ciclo 2010/11 alcançará um novo recorde, 72,7 milhões de toneladas. O volume é 5,4% superior ao registrado na safra passada. Segundo Pessôa, as perdas em decorrência de adversidades climáticas, como a La Niña, foram menores que o esperado, especialmente na região Sul. "Os produtores gaúchos anteciparam o plantio, fazendo com que o período de enchimento de grãos acontecesse antes do pico da estiagem, que ocorre em março", disse. No caso do milho, a expectativa para o ciclo atual é de uma produção de 34,8 milhões de toneladas para a safra de verão, desempenho 2,2% superior ao registrado no ano passado. A safra maior se deve principalmente ao ganho de produtividade obtido pelo uso de sementes de melhor padrão tecnológico. Segundo a Agroconsult, a média nacional foi de 4.518 quilos por hectare, sendo que no Paraná, a média foi de 7.884 quilos. "Já não identificamos mais lavouras de baixo padrão tecnológico. Hoje só existe de alto e médio padrão, sendo que esse segundo já está em fase de extinção", diz Pessôa. Segundo o consultor, já não é raro encontrar lavouras de milho com rendimentos de 12 mil quilos por hectare.